Ação simultânea durante tentativa de assalto

Rua em frente à delegacia de Icaraí foi interditada por 30 minutos. Tiroteio em frente à distrital assustou moradores de prédios vizinhos. Um carro de passeio estacionado foi atingido por bala perdida. Foto: Maurício Gil

Dupla tentou explodir artefato em frente à 77ª DP para despistar a polícia enquanto outra parte do grupo tentava roubar carro-forte no Largo da Batalha. Rua Lemos Cunha chegou a ser fechada

Em ação articulada na tentativa de praticar assalto a um carro-forte, no Largo da Batalha, na tarde desta quarta-feira, dois homens em uma motocicleta arremessaram um artefato explosivo em frente à 77ª DP, em Icaraí, na Rua Lemos Cunha.

Porém, a ação dos criminosos foi frustrada por agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), que já esperavam pelos criminosos numa rua transversal. De acordo com a polícia, o plano da quadrilha já estava sendo monitorado por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), do Rio de Janeiro. Antes da fuga, os bandidos trocaram tiros com os policiais civis. Ainda de acordo com a polícia, ninguém ficou ferido no confronto. A rua da distrital chegou a ser fechada por cerca de 30 minutos.

Segundo testemunhas de um comércio ao lado da delegacia, o carro da Core estava na esquina da Rua Doutor Carlos Halfeld. Assim que a motocicleta surgiu e os bandidos realizaram o movimento de depositar o explosivo, o confronto começou.

“Estávamos dentro da loja, tivemos que ficar agachado. Foi tudo muito rápido, mas o medo foi grande”, relatou um dos funcionários. 

Enquanto isso em Icaraí, outra parte do grupo perseguia o carro-forte que estava na Avenida Rui Barbosa, Largo da Batalha, sentido Região Oceânica. Sem saber que o carro-forte estava com agentes da especializada da civil, os bandidos foram levados para Estrada do Sapê. 

Ao entrar na rua, atiradores de elite dispararam contra os bandidos. Segundo informações, o bando seria formado por no mínimo 18 homens. Durante a intensa troca de tiros, seis bandidos foram mortos e um menor, que levava o chefe da quadrilha na garupa, foi apreendido. 

Até o momento, a polícia civil identificou cinco mortos: Itamar de Assis Coelho, Marcelo Roberto da Conceição, o Marreco, Marcos da Costa Brasil, Herlon Domingos da Silva e Roberto Ferreira Vieira, Robertinho do Jacaré. 

Além disso, os policiais apreenderam três fuzis, três pistolas, uma granada e um artefato de fabricação caseira.

Nova onda de violência repercute na Câmara de Vereadores

A onda de violência que voltou a tomar as ruas de Niterói repercutiu no plenário da Câmara na noite de ontem. A maioria dos vereadores presentes usou a tribuna para condenar o ataque efetuado com granadas à 77ª DP (Icaraí) na tarde de ontem, comentar a ação que terminou com seis mortos em Pendotiba e os últimos casos de violência ocorridos na cidade. A fuga de marginais da Capital para Niterói e cidades vizinhas por conta da implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) também foi bastante discutida.

O presidente Paulo Bagueira (SDD) disse que a Polícia Militar “acaba tendo seu trabalho comprometido, por conta da falta de uma ação mais efetiva nas fronteiras” por parte da Polícia Federal, visando diminuir a entrada de armas pesadas no País. 

Jayme Suzuki (PSC), com a experiência de policial civil, disse que “faltam recursos, comando e respaldo aos policiais para agir”.

Já Henrique Vieira (PSOL) lembrou que a polícia estadual é “a que mais mata e também a que mais morre”, indicando que a política de segurança pública não está no caminho certo.

Na semana que vem, não haverá expediente na Câmara nos dias 6 e 7 de março, quinta e sexta-feira depois do carnaval para que sejam concluídas as obras de troca da fiação elétrica do prédio. A sessão de quinta-feira será reposta na semana seguinte. 


O Fluminense




Fonte: http://jornal.ofluminense.com.br




Data do artigo: Qui, 27 de Fevereiro de 2014

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